terça-feira, 20 de setembro de 2011

Como encerrar um diálogo com um pseudo-intelectual em poucas palavras.

Pseudo-intelectual 1: Acho um absurdo a Livraria Cultura de Salvador ser dentro de um shopping.

Pseudo-intelectual 2: É verdade! (...) Chimaramara mara maraê (...) A última vez em que estive lá comprei aquele ensaio do (insira aqui o nome de algum autor que você nunca ouviu falar de nacionalidade estranha).

Pseudo-intelectual 1: Este livro é maravilhoso! Mas eu prefiro o "Chimaramara" de (insira aqui o nome de outro autor que você nunca ouviu falar de nacionalidade mais estranha ainda).

Eu: Pois é.. Na última vez em que estive na Cultura também me bateu uma vontade incontrolável de comprar um livro. Até ia dar de presente, mas resolvi ficar com ele pra mim.

Pseudo intelectual 2: Ah, foi? Isso sempre acontece comigo. Qual livro?

Eu: Um do Snoopy.

(silêncio)

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OBSERVAÇÕES:
¹ O diálogo acima transcrito é verídico.
² Não me pergunte os motivos de eu estar dialogando com estas pessoas fabulosas.

domingo, 5 de junho de 2011

Não esperava compreensão. Desejava, até, porém com a certeza de que compreensão não haveria após aquela já tão adiada conversa. E não tive. Gostava tanto, me preocupava tanto, que desistir dele, ainda que não parecesse, foi a minha maior demonstração de afeto. Essa minha mania de racionalizar as coisas ainda vai acabar comigo. Ponderei, sopesei, e acabei achando melhor deixar ele ir. (leia-se: "por ele pra fora!").

Vê-lo se doar por uma relação que eu sequer sabia se de fato existia, me doía mais e mais a cada instante. Vê-lo largar tudo pra vir ao meu encontro, enquanto eu me via sem saber bem como reagir, calculando as respostas, pra que cada uma delas saísse à altura do seu encantamento. Tamanho era o meu receio de decepcionar a ele, que nessas tentativas vãs acabei me perdendo feio, que agora já não sei como voltar.

O edifício veio ao chão. Só o que eu queria era sair de lá antes que os estragos fossem maiores. Não consegui. E, passados alguns muitos dias, ficou agora a incerteza de não saber bem se foi mesmo o melhor a ser feito. Só o tempo dirá. Mas de uma coisa é certa. Não pretendia me alheiar dele assim por completo.

domingo, 8 de maio de 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

Surpresa, certamente definiria. Parei um tempo. Mão sob o queixo, tentando decifrar aquilo que se passava em mim. Não era tristeza, nem amor, nem revolta, não era raiva. Tentei, em vão, atribuir um nome, mas não era nada disso o que eu sentia. Estava sim, surpresa com a notícia que ele acabara de me dar. Estava namorando, disse ele ao telefone. Em que pese já se houvera passado mais de um ano, era como se, finalmente, tivesse percebido que estava, de fato, tudo acabado. E devo confessar: me sinto um tanto ridícula de perceber que só comecei a contar o fim a partir de agora, que ele estava namorando. E de tanto pensar, ainda hoje, ainda que estivesse tudo já escancaradamente terminado, sinto algo tão estranho, como se fosse insubstituível nosso elo. O carinho que tenho por ele, me parece ser pra sempre. E acho também isso tão errado. Errado por que não é justo as coisas acabarem fora do tempo pra duas pessoas. No fundo eu sabia que - pra mim - não tinha terminado ainda.

Difícil é assumir isso. Dizer em alto e bom tom. Parece até que enquanto não se diz, o problema não existe. Se ninguém sabe, é como se não tivesse a força suficiente pra esplanar.  E talvez nem eu mesma soubesse o que agora sei.

Não é que eu sinta culpa, nem remorso, nem arrependimento, mas de repente bateu uma saudade irracional das coisas , dos anos, das situações. Era como se, de vez em quando, ficasse martelando aquela dúvida: Teria dado certo se eu tivesse ficado, ou insistido? Logo logo me dou conta de que não adiantaria mesmo insistir. Quando tem que terminar, melhor mesmo é que se faça antes de tudo de bom cair por terra.

Sofrendo não estou, mas tenho pensado nisso a todo instante. É como se tivesse perdido o meu final de livro. Como se faltasse alguma coisa.

Ainda assim, não me entenda mal! O amor que sinto por ele é algo que transpassa qualquer rótulo de uma relação afetiva. E é só meu. Não diz respeito a mais ninguém. (Mais egoísta, impossível!). E deve continuar assim até que passe. Por que, invariavelmente, cedo ou tarde, um dia passa.

sábado, 30 de abril de 2011

Eu acho "interessante" como Cláudia Leite consegue deixar todas as músicas de Roberto Carlos que ela canta praticamente iguais.


PS¹: Isso não foi um elogio.

PS²: E como ela tá a cara da Suzana Vieira nesse vídeo, hein? =O

domingo, 24 de abril de 2011

Diálogo

Eu: Não deite em cima da minha revista de Marcelo Camelo.

Irmão: Desculpe.. esqueci que essa revista tem que ser tratada como o santo sudário.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Último biscoito..

As pessoas falam do "último biscoito do pacote" como algo magnífico. E esquecem que, normalmente, o último biscoito do pacote vem quebrado, ou é só farelo.

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OBSERVAÇÃO: Essa sou eu refletindo.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Let's waste time!

Perder tempo é uma das coisas que a gente mais deve fazer nessa vida. Seja por gosto, prazer ou por necessidade. Seja numa fila interminável, ou numa sala de espera de dentista, ou mesmo em casa, tem quem passe horas e horas diante da televisão ou computador, fazendo absolutamente nada de útil ou relevante. Longe de mim criticar a forma como as pessoas escolhem perder seu tempo. Menos ainda é minha intenção de me excluir desse grupo. Pelo contrário! Perder tempo é coisa que quase sempre acabo fazendo. Não faz muito tempo que meu passatempo predileto se encaixa nesse perfil daquelas atividades que "não-servem-para-absolutamente-nada".

Juntei todas as reportagens, notícias, matérias, cartazes de show, capas de fita demo, canhoto de ingresso, sobra de pulseirinha de acesso, fotos e tudo mais que você, meu caro leitor, possa imaginar que verse acerca de Los Hermanos, ao longo desses (mais de) 10 anos. Juntei tudo que estava guardado e amarelando e achei por bem perder meu precioso tempo e fazer um scrapbook¹. 

Separei tudo que estava misturado, fui arrumando por ordem cronológica e comprei o álbum. Brincando, brincando, um único álbum foi pouco pra tanta tralha! Estou no volume III, e não sei dizer se paro por ai. E, em que pese eu tenha um mundo de coisas jurídicas pra estudar - entre outras coisas pra se fazer nessa vida também! -, ao longo desses meses, fui perdendo meu tempo - álbum a álbum - com meu recortes, cola, tesoura e muito papel colorido. Começando o 1º álbum com o início da banda, passando pelas turnês,  pré-produções, pausas, retomadas, chego no último, que vai até as carreiras solo de cada hermano - não resisti! ;). Atendendo a pedidos - tá, foi só a @manumoura_ que pediu pra ver! - seguem abaixo alguns exemplos do que vem me fazendo mais perder tempo nesses últimos meses.
OBSERVAÇÃO: Clique nas fotos para ampliar.


















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¹ Scrapbook = Álbum de fotos e recordações.

domingo, 3 de abril de 2011

Caiu!

Como diria Maysa¹ (ou Wanessa Camargo²!), meu mundo caiu(!) quando eu descobri que o Rafael Rocha ,da banda Tono era um dos cavaleiros do futuro de Bambuluá. (O cavaleiro vermelho pra falar com mais precisão!) Há noites que sonho com esse maldito programa, que não cheguei a assistir quando foi ao ar.



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¹ Maysa Matarazzo - "Meu Mundo Caiu"
² Wanessa (Camargo) - "Meu Mundo Caiu"

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Vergonha Alheia.

Hoje o dia era daqueles que prometia! Prometia tirar meu bom humor já de cara, pelo simples fato de ter audiência pra fazer nesta manhã. E devo salientar meu ódio mortal por esta parte da minha profissão. Os que advogam (e gostam!) que me desculpem, mas fazer audiência é uma merda!

Estou eu, com meus clientes aguardando a audiência (atrasada!) no 1º JECRIM, quando vejo entrar uma ex-colega de faculdade. Finjo que não vejo, pra evitar a falta de assunto que esse tipo de encontro quase sempre faz acarretar. Afinal, depois de 4 anos de formada, e com o pouco - ou nenhum - contato com meus colegas de turma, fica extremamente difícil prolongar uma conversa além do básico e casual "Oi! Tudo bem?".

Não adiantou muito, contudo. Ao que tudo indica, tomada por uma saudade universitária, a "colega" veio efusivamente ao meu encontro. Tentando demonstrar uma (imaginária) intimadade, começou a minha sessão de tortura.

Em que pese já estarmos formadas há mais de 4 anos, e mais ainda por nunca ter tido muito contato com ela durante os 5 anos de curso, minha BFF universitária resolveu, aos berros, relembrar momentos "históricos" durante a faculdade. Ela, chamando a atenção de todos os presentes na secretaria do Juizado Criminal - inclusive dos meus clientes -, contava, em muitos e muitos decibéis, derrota após derrota da sua desprezível vida escolar, chegando ao ponto de coroar aquele final de manhã com a frase: "eu era do tipo aluno cobra: SÓ PASSAVA RASTEJANDO".

Era uma espécie de stand up comedy às avessas, com a diferença de que as pessoas presentes não estavam rindo do que ela dizia. Estavam era rindo DELA. E eu, tentando me livrar daquele constrangimento e encerrar o papo a todo custo. Não logrei êxito! Meu suplício só teve fim quando (finalmente!) chamaram a minha audiência.

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OBSERVAÇÕES:
¹ A vantagem de advogar no crime é que a chance de encontrar um colega de faculdade é quase nula. Mas quando acontece... 
² Só vivendo a vergonha alheia pra ter noção da dimensão dela. Não há relato que chegue nem perto!

quinta-feira, 31 de março de 2011

TPM

Quem nunca passou por isso, que atire a primeira pedra! Este, que talvez seja o verdadeiro mal do século, se faz presente na vida de muitas e muitas mulheres (e eu não haveria de me excluir deste "fenômeno", não é mesmo?). Aquele que pensa que esse lapso temporal que se repete incessantemente mês-a-mês é pura conversa fiada, é por que nunca se viu dominado por esse boom de hormônios que transforma sua rotina (e a dos que convivem com você) num inferno.

Mais certa que o próprio ciclo menstrual em si, ela chega inexoravelmente todo mês e se intala por completo. Aos mais chegados, nem é preciso dizer. Dá  pra sentir. E até de longe! Parece brincadeira, mas não é. Há quem vire uma manteiga derretida, soluçando pelos motivos mais absurdos. Há quem encarne o Willy Wonka e se torne a louca do chocolate, em busca de uma alta brutal de seus índices glicêmicos. Eu não. Eu ouço Zéu Britto e me tranformo numa espécie de Pateta no trânsito (se você é desmemoriado ou novo demais pra compreender a analogia, clique aqui), da hora que levanto até a hora em que deito novamente.

Ainda que tente não fazer alarde quanto à minha "condição" [mal e porcamente traduzido do inglês] mensal, o mau humor (infinitamente pior do que o meu jeitinho - xuxa feelings - grumpy de todos os dias) é que grita - e alto! - que ela (a TPM) está entre nós novamente.

Dominada por uma fúria inexplicável, absolutamente tudo ao redor parece soar sempre como uma provocação intencionalmente direcionada. A paciência - que já não há normalmente em abundância, -se esvai em segundos, e eu saio por ai, como a quem tudo repele. 

Uma bomba ambulate de pavio curto. Acordo em fúria com o irmão que julgou que o sono dele era mais "valioso" que o meu e me fez levantar pra abrir a porta pra empregada. Disfarço "ódio mortal" com sarcasmo [ "é brinks!" lifestyle]. Distribuo patadas. Finjo surdez pra não ter que responder  e "salvar" [pessimamente traduzido, mais uma vez] o pouco de educação que ainda me resta. 

Não que seja algo que me faça regorjizar de orgulho. Mas.. I am what I am, não é? E essa sou eu em TPM.

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OBSERVAÇÕES:
¹ Ainda que não pareça, eu não mordo. (mesmo no worst case scenario!)
² Algumas respostas "pontudas" merecem ser dadas, com ou sem TPM. Afinal de contas, com idiotice não se brinca.
³ Sim, eu estou em TPM. ;)

domingo, 27 de março de 2011

Estava ali...

... sem nenhum plano imediato, ou sequer mesmo a longo prazo, quando dei de cara com aquele rapaz, um tanto rabugento a princípio, de sarcasmo apurado e ironia cortante, mas que se revelou - e tem se revelado pouco a pouco - uma espécie de salvação da mesmice da minha rotina.

Imagino que isso soe, no mínimo, como desespero, chamar alguém assim de salvação. E talvez até seja. Acontece que, exageros à parte, é o que ele, até sem saber, tem feito comigo.

À medida em que se vai vivendo... os dias, os acontecimentos acabam por transformar quem a gente é. O fato é que a sucessão dos eventos dos últimos meses me fizeram descrente de muitas coisas e de mim mesma. Não é também que tenha virado outra pessoa. Fechei algumas portas, construí muitas barreiras. Endureci um pouco. Andei desacreditanto dos outros - e principalmente de mim.

Pensando, pensando, talvez não seja exagero.  Dizer que encontrar uma pessoa qualquer que faça despertar em mim coisas que eu já não era capaz de sentir é mesmo uma espécie de salvação. Coisas simples, cotidianas. Pequenos momentos de euforia e que vão mesmo, pouco a pouco, dando cor de volta aos dias. Aos meus, e aos dele também. Melhor se permitir ao novo, do que insistir no que já deu provas de que não tem mais como dar certo. 

Afinal de contas, viver é isso. (Ou não é?) Não é coisa que dá pra adiar, deixar pra outra hora. Preferi , então, encarar de frente! Sendo assim, eu retribuo o sorriso! Retorno a ligação! Correspondo o abraço! Faço por onde. E passo, cada vez mais a encarar tudo sob um novo viés. A nossa felicidade não deve depender de ninguém, mas é que hoje é ele quem me faz olhar as coisas de um jeito meio mágico. E, visto por esse ângulo,  invariavelmente, tudo tem estado bem mais agradável! Se o mundo está aí pra ser visto com bons olhos, vamos ver tudo que há de bonito, então.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Não sei bem porque, mas ultimamente ele tem me ocorrido a cada minuto.Tive vontade de falar, telefonar, chegar lá, assim de surpresa, e mandar um "senta-aqui-que-hoje-eu-quero-te-falar". Não fiz nem uma coisa, nem outra -- e é tão 'eu' isso de não fazer nada a respeito das coisas que me incomodam. Preferi escrever, ainda que sob a remotíssima possibilidade de chegar a ele tudo isso aqui. Botar pra fora não resolve, mas melhora. É o que se diz, pelo menos.

Quase como um desabafo: finalmente percebo que estar sem ele ao alcance dos dedos é de uma solidão assustadora. É assim que me sinto: só. Como se não houvesse mais alguém além dele -- embora eu saiba que há (poucos, mas verdadeiros) -- capaz de me manter no prumo certo. Ainda que não diga nada, não faça nada; ainda que fique só sentado ao lado, virar o pescoço e ter a certeza dele sempre ali já me faz forte.

Agora, é como se faltasse algo. Sinto a falta dele, em todos os momentos, principalmente em dias como o de hoje. E eu sento aqui e aguardo ele voltar. Porque, em que pese a ausência de tantas coisas, não me falta a certeza de que, cedo ou tarde, ele volta. And I'll be waiting here with open arms.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sorte do dia.

Fui a três bancos diferentes no dia de hoje. O primeiro que fui pela manhã, foi assaltado à tarde.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ele chamou, e eu fui. Ou eu me ofereci pra ir, e ele aceitou. Nem sei dizer como foi. A única certeza que tenho é de que eu fui. E arrisco dizer que iria sempre que ele chamasse. Ainda que não fosse do jeito certo - se é que existe "jeito certo" pra chamar alguém -, ainda que soasse mais como uma insanidade do que uma visita, ainda que fosse tão-somente pelo abraço. Eu iria.

Perguntei como se sentia e, sem pensar muito, respondeu que era um homem sozinho. E foi como se eu pudesse sentir também a solidão dele. Respondi que não estava sozinho e ele consentiu com a cabeça. Depois de alguns segundos, um latido nervoso rompeu nosso silêncio, como se quisesse lembrar a ele que estava ali também. Estávamos - nós dois - ali por ele.

Seguimos em nosso almoço, regados agora apenas pelas amenidades. Falamos de casa, de filhotes pretos, de bandas e músicas. Me contou sobre os amigos que há muito não vejo. Contei as novidades aqui de casa. Ele falou entusiasmado da pequena Lin e suas coroas de princesa.

A impressão que tive deste encontro é de que éramos melhores agora. E de que ele seria, pra sempre, meu lado direito. Nada mais apagaria esta certeza.

:)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Era quase sempre assim. E era estranho pra caramba. Nem eu entendo esses hiatos. Vai ver vêm dessa vontade recorrente que eu tenho de voltar, de vez em quando. É como se nem tudo estivesse perdido, como se ainda houvesse alguma forma de salvação; como se algum gesto ou palavra nossa ainda fosse capaz de anular todo mal que fora feito. E não é que eu acabo voltando? Cada volta acaba sendo um recomeço, por que é verdadeiramente impossível retomar de onde nos perdemos. E eu acho até que já perdi a conta das vezes que recomeçamos. Mas hoje, sentada aqui no meio desse vácuo que somos "nós" agora, a saudade que eu sinto é implacável. E o destino is a bitch! Fica insistindo em me mostrar você, e todas as coisas que eu fiz de errado.

"E recomeçar é doloroso. Faz-se necessário investigar novas verdades, adequar novos valores e conceitos. Não cabe reconstruir duas vezes a mesma vida numa só existência. É por isso que me esquivo e deslizo por entre as chamas do pequeno fogo, porque elas queimam - e queimar também destrói."

sábado, 1 de maio de 2010

Pequenas epifanias.

Feriado é dia mesmo de almoçar com a família. Sejam elas as de nascença, ou aquelas que formamos ao longo da vida, em nome do amor, do trabalho, dos interesses comuns, das reuniões.

Almoçando todos juntos, hoje, parecíamos até uma família, ou velhos amigos. Efetivamente, não éramos nem uma coisa e nem outra. Mas esse sentimento de laços de longa data, ao que parecia, era comum a todos. Era confortável, leve e simples. E como tudo que é simples, não era nada de sensacional. Descomplicadamente bom. E nem era preciso dizer.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Abril é mês que devia passar sempre depressa. Todo ano é a mesma coisa. Então, que me chegue logo Maio, só pra garantir nada mais estranho acontecendo em Abril.

sábado, 24 de abril de 2010

Sentei com uma certa impaciência no café pra esperar minha mãe. Na mesa ao lado, sentou-se um senhor velho e gordo. Já sentou como quem quisesse conversar. Não era o dia de sorte dele. Não comigo, pelo menos. Se mexia na cadeira como se ensaiasse dizer alguma coisa. Até que disse.

"O ar condicionado não está funcionando aqui hoje, né?"

"Pra mim tá ótimo. Super fresco." Respondi.

Foi quando ele tentou puxar papo com a mesa do outro lado.


OBSERVAÇÕES:

- A melhor maneira de evitar papos inevitáveis com pessoas conversadeiras em filas, consultórios e salas de esperas é fingir que não está ouvindo.

- Não havendo a possibilidade da falsa surdez, discorde do desconhecido pseudo-simpático.

- Se isso não funcionar, lance mão de um telefone e ligue [ou finja que está ligando] pra alguém!

- Se nada disso der certo, liberte-se no melhor estilo "Porra, Igor!". :)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Eu, que sempre achei o máximo as pessoas que têm gastrite, úlcera e afins, agora, finalmente ,posso me queixar de uma azia que não passa!


P.S. Escrevi isto ao som de Hugh Grant! =}

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Carta

"Eu tenho uma porção de coisas pra te dizer, dessas coisas que não se dizem costumeiramente, sabe? Dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, por que nunca se sabe nem como serão ditas, nem como serão ouvidas."

Tentei me afastar de você. Prometi a mim mesma uma semana sem qualquer contato. Mas só durou três dias. Meu problema é que eu não consigo resistir a você. É dessas coisas de que não sei se sou capaz. Ainda quando tudo era mais simples, sereno e calmo. Ainda quando tudo se tornou distante e amarelado. Quanto mais agora, no olho do furação.

Mas tenho estado mais tranquila. Pensei melhor. Te escrevo, - numa tarde agora fria e cinza, mas que já foi muito azul - enquanto assisto Nirvana tocar no Reading Festival. Não tinha o menor cabimento, eu sabia. E soube ainda mais ontem, como num rompante, que aquilo que eu achava que sentia por você era exatamente o que eu verdadeiramente sentia. O nome é que era outro. Talvez só resultado de fantasias e projeções, nada real. E eu ando meio rejection junkie. Você seria só mais uma prova irrefutável disso. Quem me quer, eu não quero. Not at all. Por isso eu quis querer você.

É bom entender suas intenções só de olhar. É bom olhar e ver. Que a maneira mais absoluta de aceitar alguém ou alguma coisa seria justamente não falar, não perguntar - mas ver. Em silêncio. Vai ver foi isso que me fez confundir. Por que faz um tempo agora em que meus momentos genuinamente bons têm se resumido a você.

Gostar assim é coisa linda! E me é tão simples e fácil! Não dá trabalho nenhum. Com esses seus olhos que mudam de cor, e esse jeito inconfundível: profundíssimamente hipocondríaco, completamente insano, mas sábio pra caramba, você desperta em mim sentimentos inacreditavelmente ternos, ao ponto de achar graça das suas tiranias e criancisses.

É com um orgulho desmedido que eu digo agora que me vejo em você e vejo tanto de você em mim também. Aceito hoje, com resignação e ternura, o que tantos já disseram. Somos muito parecidos, de jeito inteiramente diferentes: Somos espantosamente parecidos!

Me queira bem sempre!

Um beijo!"

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Voodoo


Porque eu tenho certeza de que tem alguém espetando minha pleura! Certeza!!
"Fico me perdendo em páginas de diários, em pensamentos e temores, e o tempo vai passando. Covardia é uma palavra feia. Receio de enfrentar a vida cara a cara. Descobri que não me busco ou, se me busco, é sem vontade nenhuma de me achar, mudando o caminho cada vez que percebo uma luz. Fuga, o tempo todo fuga, intercalada por períodos de reconhecimento".



Caio Fernanando, mais uma vez, só pra tirar a poeira disso aqui.

:)

quarta-feira, 10 de março de 2010

Eu quase sempre me excedo das coisas que eu gosto. Todo dia. De novo. Outra vez. Sete dias por semana. 24h por dia. Vai ver é por isso que enjoo de quase tudo tçao facilmente. Ou não enjoo at all.

Viver moderadamente é um saco (!), convenhamos! Melhor, então, é correr o risco de enjoar, tendo usufruido por completo.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Às vezes eu me sinto tão boba quanto aquela menina na 5ª série apaixonada pelo menino da outra sala.

E é tão bom! :)