sábado, 18 de julho de 2009

Programa de Índio

Já diz o ditado, "nada está tão ruim, que ainda não possa piorar"! E, querendo ou não, admitamos: trata-se da mais pura verdade.

Fui convidada pra ir ao Jazz do Solar do Unhão, pra despedida da amiga de uma amiga. Na falta de algo mais produtivo pra fazer no sábado, depois de passar o dia inteiro trabalhando nas contra-razões de um recurso, aceitei.

Chove em Salvador e o tal Jazz é a céu aberto, óbvio. E melhor! Fica a quase -10 º de altitude, a julgar pela quantidade de ladeira e escada que se tem que descer pra chegar até o show. Com a chuva e o chão de pedra escorregadio, a descida foi regada a muita emoção! Maravilha!!

A entrada me custou R$ 4,00. Com a pulseira que me garantiria o acesso já no punho, descemos eu, minha amiga e mais dois, rumo ao show (que, pelo horário, já estava perto do fim). Chegando lá, constatamos que a pessoa alvo da despedida, em virtude das chuvas, optou por se despedir em outro lugar. Ótimo!! O grande detalhe é que, nem ela avisou da mudança de planos, e nem a minha amiga se incomodou em procurar saber. Ainda restaria o show pra curtir, certo? Nem tanto... Famoso pelas Jam Sessions, hoje o som também não estava dos mais animados. Fomos embora, então, rumo ao verdadeiro local da despedida.

Com uma certa dificuldade em se localizar o bar [de nome "Ali do lado"], em virtude do desconhecimento a respeito do mesmo, bem como da chuva torrencial que caía na região, que nos impossibilitava, inclusive, a visão, tivemos que nos beneficiar da sorte pra achar onde era. Localizado o tal bar, entramos.

Estava vazio. Digamos que não era o ambiente mais agradável do mundo, mas diante das circusntâncias anteriores desta noite, eu já agradecia por ser coberto e sem escadas. Sentamos. Eu, que não havia jantado ainda, procurei no cardápio algo para aplacar minha fome. Imagine a minha surpresa e decepção ao constatar que nada servido ali me agradava.

De repente, começou a encher o bar. E isso não seria um problema, se não fosse pelo grau de estranheza das pessoas que não paravam de entrar. E cada uma delas baforando seus cigarros fedorentos em cima uns dos outros [e de mim!], como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Mas não seria tudo, infelizmente. Praticamente, como que do chão, surgiu um DJ tocando algo de gosto extremamente duvidoso, que até agora eu não seria capaz de adivinhar do que se tratava. E o pior! A amiga da amiga da minha amiga passou o curtir o som freneticamente, de modo que eu não fui capaz de conter a vergonha alheia que enchia o meu coração.

Depois de algumas horas com fome, ouvindo aquele barulho, com aquele povo estranho fumando em cima de mim, voltei pra casa, com a nítida sensação de que Murphy [ou quem quer que tenha falado a frase do 1º parágrafo] tinha razão.

2 comentários:

Alex disse...

Poo.. o Jazz é tao legal.. jura q tu nao gostou???

Gabriela disse...

Jazz? Só fui uma vez pra dar uma de cult pro meu namorado no nosso primeiro encontro. Acabou em casamento. Mas ainda prefiro Axé.
Quanto à toda situação, só digo isso: o q q a gente n faz pelos amigos?
Feliz dia do Amigo.