sábado, 11 de julho de 2009

Nothing more than ordinary

Não faz muito tempo eu me dei conta, mais uma vez, de que não passo de uma pessoa ordinariamente comum.

São tantas as expectativas em torno de nós quando somos crianças. As nossas, as de nossos pais, avós, padrinhos, professores. Todos esperam o melhor. Nós todos achamos que seremos fantásticos! E a partir do dia em que nascemos, o mundo ao nosso redor se enche de expectaticas.

Mais ou menos pelos 10 anos de idade, eu queria ser agente especial do FBI. Essa era a minha expectativa. Meu foco. Investigar grandes crimes, perseguir serial killers. E segui firme nesse propósito até pouco antes de terminar o colégio, quando finalmente me dei conta que o FBI é pros americanos. "You may fall for the bureaus, but yhe bureau will never fall for you".

Mantive os planos de fazer faculdade de Direito. Iria me enveredar pelos quadros da Polícia Federal agora. E numa época que ainda não existiam nomes hollywoodianos pras operações. Foquei meu curso nisso. Desprezei de cara o Direito Privado, porque era o Direito Penal que me fazia ter certeza de que estava no caminho certo. E não me arrependo.

Hoje eu não posso dizer se tenho certeza se é isso mesmo que eu quero. No final das contas, a realidade se revela muito mais cheia de opções do que parecia ser quando eu passei no vestibular. A Polícia Federal não depende só do meu querer. E estar sujeita a essa espera me desestimula a cada dia.

Por enquanto eu sigo com os planos e as expectativas. Dessa vez, com fôlego novo, recomeço a me preparar, por que, por mais longe que pareça estar, preciso estar pronta quando chegar a hora.

Um comentário:

Gabriela disse...

Acredite, no fundo somos todos ordinários, baby.