domingo, 27 de março de 2011

Estava ali...

... sem nenhum plano imediato, ou sequer mesmo a longo prazo, quando dei de cara com aquele rapaz, um tanto rabugento a princípio, de sarcasmo apurado e ironia cortante, mas que se revelou - e tem se revelado pouco a pouco - uma espécie de salvação da mesmice da minha rotina.

Imagino que isso soe, no mínimo, como desespero, chamar alguém assim de salvação. E talvez até seja. Acontece que, exageros à parte, é o que ele, até sem saber, tem feito comigo.

À medida em que se vai vivendo... os dias, os acontecimentos acabam por transformar quem a gente é. O fato é que a sucessão dos eventos dos últimos meses me fizeram descrente de muitas coisas e de mim mesma. Não é também que tenha virado outra pessoa. Fechei algumas portas, construí muitas barreiras. Endureci um pouco. Andei desacreditanto dos outros - e principalmente de mim.

Pensando, pensando, talvez não seja exagero.  Dizer que encontrar uma pessoa qualquer que faça despertar em mim coisas que eu já não era capaz de sentir é mesmo uma espécie de salvação. Coisas simples, cotidianas. Pequenos momentos de euforia e que vão mesmo, pouco a pouco, dando cor de volta aos dias. Aos meus, e aos dele também. Melhor se permitir ao novo, do que insistir no que já deu provas de que não tem mais como dar certo. 

Afinal de contas, viver é isso. (Ou não é?) Não é coisa que dá pra adiar, deixar pra outra hora. Preferi , então, encarar de frente! Sendo assim, eu retribuo o sorriso! Retorno a ligação! Correspondo o abraço! Faço por onde. E passo, cada vez mais a encarar tudo sob um novo viés. A nossa felicidade não deve depender de ninguém, mas é que hoje é ele quem me faz olhar as coisas de um jeito meio mágico. E, visto por esse ângulo,  invariavelmente, tudo tem estado bem mais agradável! Se o mundo está aí pra ser visto com bons olhos, vamos ver tudo que há de bonito, então.

Um comentário:

Marla C! disse...

Isso!! É isso!

E isso é lindo, né?